Os segredos do Sangue

******Primeiro eu gostaria de salientar que esse trecho foi tirado do livro "Bruxaria Hereditária, segredos da antiga religião, Raven Grimassi", gostaria de salientar a palavra ANTIGA RELIGIÃO, a wicca deriva sim de religiões antigas mas praticas arcaicas como sacrificios tanto de animais quanto humanos não são de hipótese alguma aceita, e nem vistas com bons olhos pela Deusa, pois ela é mãe de todos, e matar um animal se não for pra manter a própria vida (ou seja: para comer) e alimentar mais vidas é inaceitável.E nem devo citar que matar humanos e come-los tambem é loucura além de ser errado e contra a lei, estamos falando de uma era arcaica e primitiva aqui embaixo, use seu bom senso. O texto foi copiado devido a falta de textos que expliquem sobre o sangue na bruxaria e os segredos e magia que o envolvem. Devo enfatizar que não apoio nenhuma pratica de magia com sangue, que envolva o corte do corpo de outrem ou do próprio corpo seja humano ou animal. O conteúdo é meramente educativo a nível de curiosidade.

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Nas primitivas comunidades tribais, o caçador e o guerreiro tinham um lugar muito significativo na sociedade. O mais valente e mais hábil entre eles era honrado pela tribo e considerado um líder. em muitos casos, o bem-estar deste individuo afetava o bem-estar da tribo. Mesmo hoje, as doenças de nossos líderes nacionais são sempre minimizadas e eles estão sempre "se recuperando bem". Para entender este antigo relacionamento, devemos considerar certos aspectos e conexões.
Antes que os humanos aprendessem a arar e criar gado, a caça era essencial à vida. Sem bons caçadores, os clãs morreriam. Caçar era perigoso, pois os humanos ainda não haviam se elevado na cadeia alimentas; as armas primitivas, como a clava e a lança, exigiam que o caçador ficasse próximo da presa e os ferimentos eram muito frequentes; muitos caçadores perdiam a vida ou ficavam aleijados como resultado da caçada. Com o tempo, o caçador tornou-se o guerreiro, arriscando a vida pela tribo. As necessidades da tribo, fossem de alimento ou de defesa, exigiam o melhor caçador ou guerreiro que a tribo pudesse oferecer.
Através dos séculos, este conceito se formou e evoluiu junto com a consciência religiosa da humanidade. O conceito de deidade e de seu papel na vida e na morte começou a ser refletido dentro de rituais e dogmas do clã. Finalmente, surgiu a idéia de mandar a melhor das pessoas da tribo diretamente aos deuses para obter favores: este foi o começo do sacrificio humano. Aqueles que se dispunham a morrer de boa vontade se tornariam deuses também. O conceito de fazer oferendas aos deuses não era nada novo nesta época; o costume de colocar comida, flores ou caça ja era uma pratica antiga. Oferecer alguém da própria família era considerado como a mais alta oferenda que a tribo poderia fazer; entre as oferendas humanas, o sacrifício de um humano desejoso de morrer era a maior das possibilidades. Com certeza. acreditava-se, os deuses concederiam à tribo qualquer coisa, se alguém oferecesse a própria vida de boa vontade.

O culto da oferenda de sacrifício deu inicio a uma linhagem sagrada de linhas sanguíneas. Os dirigentes da antiga Roma e do Egito eram considerados por seu povo como descendentes dos deuses, ou até mesmo como deuses. Membros específicos da tribo mostravam algumas evidencias de linhas genéticas que levavam até ao Velho Sangue originário de fora da Terra completamente. Isso levou a prática de sacrificar reis (o melhor do clã) e as linhas sanguíneas reais se tornaram extremamente importantes. Este é o conceito conhecido na religião pré-crista européia como Deus sacrificado ou Rei Divino.

Uma vez sacrificado o rei. Seu sangue e carne eram distribuídos entre o clã e na terra; partes do corpo eram enterradas em campos cultivados para assegurar a colheita. Sangue e carne eram consumidos pelos membros tribais, uma forma de enterro nos estômagos do clã. Um conceito similar também e encontrado no rito cristão da comunhão, associado ao corpo e sangue de Jesus. 

Depois que o sacrificio humano foi abolido, o costume continuou no ato de queimar oferendas de sacrifício em piras funerárias. Remanescentes desta prática aparecem ainda hoje na Itália, na queima da efígie de Befana, conforme descrito Ways of the Strega. As linhas de sangue ainda são muito importantes entre as famílias de Bruxas hereditárias; ter sangue de Bruxa, ou ser do sangue, como se costuma dizer é essencialà transmissão dos segredos da Arte dentro das antigs tradições familiares. Muitas famílias do Velho País nem discutem a Arte com alguém que nao seja do sangue. Este é um dos obstáculos mais difíceis em tentar ensinar (e manter) a Antiga Religião. guardar segredos do sangue é algo com que se cresce, como parte integral da compreensão do self.

No mito do Rei Divino/ Rei Sacrificado, o sacrifício é apenas parte da história; trazer de volta o melhor membro da tribo depois de manda-lo para o sacrificio era igualmente importante. Para tal proeza, criavam-se rituais para fazer renascer os deuses sacrificados e cuidadosamente traçavam-se linhas de sangue; donzelas especiais eram treinadas e preparadas para efetuar o nascimento. Elas eram virgens tipicas, inseminadas artificialmente para que nenhum homem pudesse ser identificado como o verdadeiro pai. 

Com o amadurecimento e a evolução da consciência humana, o sacrificio humano evoluiu para o sacrificio animal. que tem sido chamado de ritual do bode expiatorio. Com o tempo, esta prática tornou-se o sacrificio de um vegetal - ainda hoje encontramos a "ingestão da deidade" na cerimonia de bolos e vinhos (carne e sangue) de nossos rituais.

Na antiga tradição, era através da conexão entre corpo e sangue da Oferenda de Sacrificio que as pessoas se tornavam um com a deidade. Este é, essencialmente, o conceito do rito cristão da comunhão ou celebração eucarística. Na "Ultima Ceia", Jesus declara a seus seguidores que o pao e o vinho são o seu corpo; em seguida, diz que dará a vida por seu povo e exorta-os a comer de sua carne e beber de seu sangue ( o pão e o vinho).

Acreditava-se que o sangue continha a essência da força vital. A morte do rei libertava o espirito interior sagrado e pela distribuição de sua carne e seu sangue ( para o povo e a terra), o céu e a terra eram unidos e essa energia vital renovava o reino. Remanescentes dessa prática ainda podem ser claramente vistos na antiga Religião, embora sejam velados e altamente simbólicos. O Rei Divino/ Deus Sacrificado aparece sob vários aspectos através dos tempos; sua imagem pode ser vista em Jack-in-the-Green, O Homem Encapuzado, O Homem Verde e o Enforcado do Tarô. Ele é o Senhor da Vegetação, ele é a Colheita e, em seu aspecto selvagem ( ou livre), é a Floresta.


O Príncípio do Rei Divino nos Tempos Modernos

Você pode estar pensando sobre a relevância deste conceito nos tempos modernos. Os princípios do Rei Divino/ Deus Sacrificado podem parecer completamente estranhos e anacrônicos em nossa chamada Era do Esclarecimento. Pode parecer uma surpresa saber que ainda vivemos numa sociedade como esta mesma antiga idéia fixa, mas pense nos fãs e nas celebridades de qualquer tipo como um exemplo desta mentalidade.

A primeira vez que este antigo princípio nos tempos modernos me ocorreu foi quando observei as pessoas falando sobre os times de futebol delas. Uma pessoa diria"ah nós arrasamos com vocês no desempate..." a outra contaria as vitórias precedentes do seu próprio time. Elas estão se identificando com os vencedores quando usam o termo "nós". Comecei a notar como as pessoas exibem sua coleção de objetos autografados, que foram propriedade de algéum famoso; isso parece eleva-las de algum modo, e os outros são levados a admirá-lá pelas relíquias que possuem. Isto se aplica muito bem aos fãs de astros do Rock ou de cinema.

A pessoa que possuía o objeto não tinha mudado ou melhorado desde o dia antes de comprar o objeto; então por que ele ou ela era agora um foco de admiração? A resposta está no fato de que ele ou ela agora possuíam um pedaço de moderno herói popular; a porção de poder havia sido transferida a ele ou ela através da conexão com o objeto, antes em íntimo contato com o herói. Esta é a base do antigo princípio; algo profundamente embebido na mente grupal e em nossa antiga memória genética.

Este conceito pode ser levado ainda mais além se pararmos para considerar os efeitos de ter o time "número um" como sendo da própria cidade de alguém. Observei este fenômeno aparecer quando um time de uma certa cidade se qualificou para seu primeiro jogo do campeonato. A comunidade tornou-se viva e unida de um modo como eu nunca havia visto antes; bandeiras apareceram em todos os lugares e quase todo mundo usava as cores do time. em qualquer lugar que eu fosse, as pessoas diziam "vamos ganhar" ou "nós somos os melhores", como se as ações do time de algum modo pudessem provar que a própria comunidade era a melhor.

Nos tempos antigos. o Rei Divino/ Deus Sacrificado recebia o melhor que a comunidade pudesse lhe oferecer durante o último ano de sua vida (enquanto em sua plenitude). Hoje, nossos heróis esportistas ganham milhões de dólares que ganham apenas para nos entreter ou será que estamos extraindo deles mais do que realmente percebemos?

Quando vemos nossos próprio self mais elevado na representação que o ator faz de um herói valente ou quando ganhamos prestígio através das vitórias de nossos atletas, o que realmente estamos fazendo é nos conectar com um princípio muito antigo. somos, nesses momentos, um antigo caçador-coletor admirando nossos mais poderosos caçadores e guerreiros e querendo ser iguais a eles. Neles, percebemos aquela realidade maior que a soma de suas partes; é, talvez, algo de um outro mundo ou de outro reino; talvez seja até algo dos próprios deuses.

As velhas procisões feitas a reis e rainhas continuam hoje em nossas celebrações de vitória. Em muitas culturas antigas, o chefe era considerado pelo povo como um deus ou descendente de um deus. Já que os chefes representavam a base espiritual de poder do próprio clã, era então necessário preservar a pureza de sua linhagem sanguinea, assegurando que fosse passada através de sucessivas gerações. Identificar-se com eles, ser um com eles, era um princípio que dava poder aos indivíduos; isso os fazia de algum modo mais próximos daquele algo que era do sangue.

Nos primitivos tempo do Culto da Bruxa, ensinava-se que os dons de habilidade psíquica eram transmitidos e conservados através de um elo de sangue direto da Antiga Linhagem de Sangue ou indiretamente descendentes, pelo fato de terem consumido Sangue Real durante sua iniciação na classe de sacerdote/sacerdotisa.

Num sentido metafísico, qualquer um que consumisse a essência de tal descendente também possuiria o príncípio oculto; isso lhe dava poder para passar adiante o verdadeiro corpo do Rei Sacrificado. Mais tarde, a passagem através da troca de fluídos corpóreos sexuais substituiu certos aspectos de ritos de sangue, e pode ser encontrada hoje em alguns aspectos rituais da Iniciação de Terceiro Grau, comumente conhecida como Grande Rito.


A Semente do Sangue

Quais são as qualidades que tornam alguém astuto, valente ou heróico? Quais os atributos de alguém que é um líder natural e gera carisma? Seriam apenas trações genéticos, simples química, códigos de DNA? Ou essas coisas emanam de uma outra qualidade semelhante, transmitida de uma geração para a outra? Certamente não sou um especialista em genética, mas me aventuro a dizer que os trações mencionados não são simples programas genéticos, ativados aqui e ali quando necessários; muitas vezes, os indivíduos mais tímidos conseguem realizar os feitos mais corajosos e até mesmo indivíduos obscuros podem subir a poderosas posições de liderança.

Na Strega, acredita-se que uma propriedade oculta é passada pelo sangue para as outras gerações; ela aparece mais pronunciada em alguns indivíduos do que em outros, e portanto, é chamada O Dom. Esta qualidade pode surgir em qualquer indivíduo, não importando a sua nacionalidade, e acredito que seja a força de poder que está por trás de qualquer um que realize seus sonhos ou consiga seu lugar na história. Muitas pessoas famosas afirmam que sempre se sentiram destinadas à fama ou à fortuna; deste crianças, ouviram uma voz interna ou sentiram que seriam alguém especial.

Depositada em estado latente na pessoa comum, está a antiga semente que contém o poder de atingir grandes objetivos. Isso é facilmente visto nas crianças que imitam super-heróis em brincadeiras; é vislumbrado no sonhar acordado dos adolescentes e naquelas pessoas únicas que "marcham ao som de um tambor diferente" com o tempo, muitas pessoas perdem de vista a semente de potencialidade, eventualmente rendendo-se ao serviço de outros, em seus empregos e famílias; no entanto bem dentro delas (como uma semente sob a neve do inverno) está a corrente adormecida de uma era diferente, na qual o mundo era novo e a mágica estava viva.

Essa antiga corrente é como um rio fluindo do passado; é, em parte, a Consciência Espiritual de nossos Anciãos que pode ser aberta pelas técnicas mágicas deles as velhas oferendas familiares. A memória está lá, dentro de nossa própria linhagem sanguínea, levada durante inúmeras Eras por nossos próprios Anciãos pagãos; é preciso apenas uma leve mudança na consciência para acessar a corrente ancestral, junto com um simples ponto focal conhecido como altar.

Fonte: "Bruxaria Hereditária: Segredos da Antiga Religião, Raven Grimassi.

A ARTE DE SER LUZ

Alguns irão apagar-se nas sombras, outros brilharão diante dela, está é a arte de ser luz, é conhecer o homem e logo, conhecer a Deus.

O homem é em si energia, tal como um receptáculo para a mesma. Os pensamentos são energia, e o verbo nada mais é do que a propagação das mesmas para que se tornem carne.

Pensa, cria, colhe. A luz não conhece a dor dos homens, nem este estranho amor carnal, porém compreende.

A consciência da luz é o primeiro passo para o Ser, nela a dualidade sempre estará presente, pois não a luz sem sombra ou vice versa. A escuridão é a ausência de luz, o desequilíbrio. O oposto é o próprio desprendimento diante deste ciclo.

Ser a arte, não é Ser a luz, como o conhecimento e a sabedoria, que embora caminhem juntos, jamais serão sinônimos. A arte está no mais sutil, no balanço das folhas, por exemplo, o qual geralmente vaga despercebido nos olhares. A luz adentra o próprio ser, conhece-te e sábio serás.

O homem que atravessa seus recônditos conhece o passado, sabe a razão do presente, e vê o futuro.

Ser é conhecer o microcosmo, compreender e estudar o macrocosmo, transmutar chumbo em ouro através do pensar. É dilatar as pupilas, diante de todas as lentes. A partir disto, devemos traçar degrau por degrau, o salto muitas vezes pode significar apagar-se.

 A luz se faz através do viver, compreendendo nosso próprio universo, e de forma sábia, colocando o aprendizado em pratica, logo, nossa existência é a arte de ser luz.

Escrito por: Pedro Damo de Lemos

A sociedade Celta

Estava pesquisando sobre umas coisas e encontrei esse texto sobre a cultura celta que devine em detalhes como o povo vivia, pra quem não sabe, foi com os celtas que a Bruxaria se originou (não confundir Bruxaria com Wicca). Resolvi compartilhar com vocês.

A sociedade Celta
Por: Andréa Éire


Graças à Júlio César e à moderna arqueologia temos uma idéia do que foi a antiga sociedade celta, seu vestuário e comportamento, como também a estrutura das tribos.
Júlio César nos relata que os celtas estavam divididos em tribos aristocráticas que mantinham lutas constantes entre si, e esse foi o fator que mais facilitou as invasões romanas. Os romanos muitas vezes encorajavam essas disputas e rivalidades, para assim terem facilitadas as suas invasões em terras celtas.
A sociedade celta estava dividida em três (cabe aqui dizer que o número três é uma constante na cultura celta, tema a ser abordado adiante): a nobreza guerreira, os sacerdotes druidas e os homens livres (aqueles que produzem todo tipo de bens para a sociedade, agricultores, ferreiros, artesãos em geral). Era governada por reis guerreiros, por rainhas ou por aristocratas. Esses líderes não eram déspotas, conceito que não cabia na cultura celta, um povo que não se deixava dominar facilmente. O rei era eleito entre o ramo da família de seu predecessor, não necessariamente um dos filhos. Era comum uma mulher se tornar rainha caso seu marido viesse a morrer ou se tornasse inapto para o cargo. Havia, à margem dessa sociedade, a população não livre, no sentido de não terem posição social nem propriedades: eram as populações subjugadas em guerras, que trabalhavam como servos.
Como principais meios de subsistência, os celtas cultivavam o trigo e criavam gado. A posse de bois era uma forma de se determinar a riqueza de cada um. Os celtas criaram o padrão xadrez para as vestimentas e o barril para transportar bebidas. Usavam calças, túnicas, mantos ou capas de lã, e estavam sempre ricamente adornados por torques de ouro, cintos ou faixas decorativas, broches e variados ornamentos corporais. As túnicas e capas tinham decoração bordada. As túnicas eram normalmente feitas de linho e caíam até os joelhos para os homens e até os tornozelos para as mulheres. As capas eram feitas de lã e seu comprimento ostentava a riqueza ou posição social. Usavam nos pés sandálias e sapatos de couro. A aparência de seus trajes era muito colorida, principalmente púrpura, carmesim e verde.
Os celtas viviam em uma oppidum (plural, oppida). Assim eram chamadas as comunidades, tribos e aldeias que eram cercadas por paliçadas e fossos para defesa. Viviam em casas circulares com paredes de madeiras e telhados de olmo, e as construções estavam organizadas conforme sua função: haviam áreas exclusivamente residenciais, outras apenas comerciais e ainda aquelas onde ficavam os prédios religiosos. Havia os sofisticados silos para armazenar grãos, além de rede de água e esgoto. Em terras celtas continentais (Gália e Península Ibérica) eram também comuns as casas retangulares feitas de pedra em vez de madeira.

Relatos romanos e achados arqueológicos (como corpos celtas preservados) nos informam como eles se vestiam para a guerra: pintavam-se de anil, para pareceram mais aterradores, usavam o cabelo comprido e raspavam os corpos, que eram também tatuados com desenhos abstratos e figuras de animais, muito provavelmente com o animal totem da tribo. Clareavam o cabelo com água de cal e os eriçavam para o alto, ou ainda o prendiam puxado para trás. Os celtas provavelmente aterrorizavam seus inimigos não apenas com essas táticas ou com sua notória coragem para guerrear, mas também por serem altos e musculosos, em sua maioria loiros e ruivos.

A sociedade celta não era matriarcal, mas em muitos casos, era matrilinear, com os filhos sendo nomeados a partir da mãe. A mulher celta gozava de uma posição de igualdade social praticamente única para aqueles tempos (infelizmente, para os nossos também...) e não são raras as figuras históricas que nos confirmam isso: a já mencionada Boudicca, a rainha dos Iceni, que liderou uma rebelião contra os romanos é a mais famosa. Boudicca, após ser açoitada e ter suas duas filhas estupradas pelos soldados romanos, mobilizou um enorme número de tribos celtas (seu exército dispunha de aproximadamente 100 mil homens e mulheres) para combaterem juntas o inimigo comum e conseguiu uma vitória esmagadora contra as legiões de Roma, até que reforços chegaram do norte e sua rebelião foi esmagada. Para não ser capturada, ela se suicidou.
Um conhecido privilégio das mulheres celtas era o de poder anular o casamento caso seu marido não mais a estivesse satisfazendo sexualmente. Podemos identificar também os privilégios das mulheres celtas ao examinarmos os mitos desse povo, onde não faltam deusas guerreiras e poderosas, deusas independentes e até dominantes. Todas senhoras de si mesmas.
Ao falar da sociedade celta é interessante mencionar a Primavera Sagrada, chamada de Ver Sacrum pelo historiador romano Tito Lívio: para que os recursos naturais de suas terras não se esgotassem quando o número de habitantes atingia um patamar muito elevado, eles tinham o consciente costume de dividir a tribo em duas, uma parte ficando no local e a outra parte migrando para outras terras. Historiadores da época descrevem que essa migração era orientada pelo animal totêmico da tribo em questão. Essas migrações são uma característica do já mencionado período La Tene, que foi a época de maior expansão celta na europa e também o auge dessa cultura.
Percebemos aí o quanto os celtas prezavam o lugar onde viviam. Cada detalhe da paisagem possuía um espírito, muitas vezes identificado com uma deidade. Não havia o deus do rio, mas sim o deus-rio, a deusa-montanha, etc. Esses espíritos/deuses obviamente deveriam ser sempre honrados e respeitados. Poluir um rio, portanto, seria um sacrilégio. Existem evidências arqueológicas de que os celtas praticavam reflorestamento, mostrando uma percepção aguçada da dependência do ser humano à Natureza, percepção essa que nos falta hoje em dia.


Autora:
Andréa Éire




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Amei essa parte ... "Um conhecido privilégio das mulheres celtas era o de poder anular o casamento caso seu marido não mais a estivesse satisfazendo sexualmente."

História da Bruxaria

Muitas pessoas quando ouvem a palavra bruxaria, já pensam em magia negra e coisas assustadoras, a palavra Bruxa então, nem se fale.

Você sabia que a palavra bruxa deriva do grego antigo a palavra "brouchos" que significa desabrochar, como uma borboleta.

A verdade é que o ser humano tem medo do que desconhece e a bruxaria esteve muito tempo nas sombras, escondida, e não se pode esquecer de mencionar os anos em que a igreja contribuiu pra difamar a religião e afastar as pessoas dessa prática.

Você provavelmente já ouviu falar no termo pagão. Pra você provavelmente pagão significa pessoa que não tem religião, mas na verdade do termo deriva de pagus (campo) pagão era o termo usado pra designar o povo que trabalhava no campo.

Como a religião católica naquela época era coisa dos ricos, reis sacerdotes e nobres (os que tinham o dinheiro), a categoria mais pobre ficava de fora.

Você deve ainda se perguntar porque as bruxas tem essa má fama.. porque são tão temidas por muitos padres religiosos e a fins, até os dias de hoje.

Vamos voltar então a alguns anos antes de Cristo... naquela época, não existiam os remédios, mas as doenças já estavam lá e o que nós conhecemos hoje por sabedoria popular era pré requisito pro ensinamento de qualquer bruxo ou druida, já existiam as poções mágicas, que na verdade eram nada mais nada menos que uma mistura de ervas concentrada (com gosto horrível a sua maioria, mas eficaz).

Imagine que alguém tinha dor de estômago, uma bruxa ia lá e preparava uma poção para curá-lo.
O mesmo com as famosas poções do amor, que eram misturas de raízes e ervas que faziam "milagres" (e só se atinaram de inventar o viagra no século 21... quem diria heim ...)

Mas porque manter isso em segredo? Essa sabedoria de cura deveria ser compartilhada não é mesmo? Pelo simples motivo de que o que distingue a cura do veneno é a dose. Naquela época não existia legista (por incrível que pareça!) e a única forma bem conhecida de se matar alguém era sujando as mãos de sangue, ou claro, enchendo a mão de uma bruxa faminta e necessitada... e conseguindo um bom veneno, mas não falaremos dos maus hábitos do passado. rs*

As bruxas também eram parteiras, conselheiras, curandeiras, e muito mais. Como suas poções funcionavam, seu poder e a sua sabedoria era temida, e muitas vezes desejada.

Então imagine que surge uma religião, que já conquistou a tantos pelo caminho, onde o seu Deus não tem face, não tem rosto, ele não está nas matas nem na terra alcançável, pra que ninguém duvide do seu poder... ele esta no céu, longe dos olhos de todos, como o céu existe em qualquer lugar, ele também estará em qualquer lugar.(lindo né?, seria... se isso não tivesse sido modificado e transformado em um Deus tirânico e cruel... Será mesmo que era assim que Jesus queria que seus ensinamentos fossem passados? O que foi escrito e contado pelos seus apóstolos misturado as escritas de outros que diziam o que queriam dizer... do jeito que queriam?...)

Historicamente, a igreja católica foi juntando e assimilando na sua religião crenças e datas com as quais ela não conseguia acabar, por isso ela deu tão certo. Se não conseguiam acabar com certa data comemorativa (páscoa por exemplo), então assimilavam ela também como sendo data da sua religião, com os mesmos símbolos que são tão adorados (coelho, ovo, colorido), mas com significados um pouco diferentes.

O problema é que eles chegaram em um terra, onde as pessoas podiam crer em seu Deus, mas quando estavam a beira da morte, sofrendo de dor, recorriam as bruxas, tão temidas, respeitadas e admiradas.

Então se deu a caça as bruxas que foi um negócio ainda mais lucrativo que só sair por aí pregando, pois eles podiam matar quem quisessem acusando de bruxaria caso não dessem donativos pra igreja não "pagassem os impostos", e caso essa pessoa se recusasse, pronto, era um herege matava-se a família toda já que a bruxaria era transmitida pelo sangue (sabedoria que se passava de mãe pra filho), matavam-se adultos e crianças, e a terra passava então a pertencer a igreja. (e o dinheiro também ao rei é claro, que permitia esse tipo de atrocidades).


Uma curiosidade:

Você sabia que a peste negra (peste bubônica) que assolou a Europa no século XV dizem ter sido praga das bruxas? Na verdade foi só consequência... com a enorme quantidade de animais sem dono (gatos), e a concentração das pessoas nas grandes cidades, os insetos transmissores de doenças e as doenças contagiosas eram mais facilmente passadas de pessoa pra pessoa.

As pessoas morriam em toda a parte, e a peste não distinguia ninguém, rico ou pobre, famílias inteiras morriam, e claro, fortunas e jóias deixadas em suas casas abandonadas onde ninguém tinha coragem de entrar pra não se contaminar com a Peste. Apenas quatro ladrões se atreveram a entrar nas casas e roubar o que lhes convinha. E estes eram aparentemente imunes a "peste" ao "diabo" e a tudo. (vale dizer que tudo que era ruim foi associado ao Diabo, porque Deus não tinha culpa, ele só ficava lá de cima olhando tudo sem poder fazer nada)

Ao serem pegos os ladrões foram salvos da morte por revelar como conseguiam entrar nas casas sem serem atingidos pela peste, a resposta foi que eles faziam uso de uma poção mágica. Que consistia básicamente em vinagre e uma série de ervas que eram maceradas como cânfora, alecrim, arruda, etc... Veja receita da poção clicando Aqui!

Hoje se sabe que essas ervas consistem em um poderoso anti séptico e inibem a proliferação das pulgas transmissoras da peste Negra.


Depois de toda essa caça e matança, óbvio que as bruxas tiveram de viver ainda mais escondidas e nas sombras do que antigamente, quando eram livres a realizar seus cultos de dia, sob o sol em meio a um campo florido.

A coisa mudou de figura quando em 1951 com o fim da caça as bruxas na europa, (onde foi feita uma lei definindo o fim da caça e condenação da bruxaria) Gerard Gardner publicou um livro, "A Bruxaria saindo as Sombras".

Ele sempre foi muito encantado pelas coisas do oculto, e dizem que ao perceber que a maioria dos praticantes eram pessoas idosas, com medo de que a bruxaria morresse publicou esse livro, e depois fundou seu próprio coven, e a Wicca.

Então quando te perguntarem de onde surgiu a Wicca por favor não responda a Wicca surgiu do tempo das cavernas quando se pintavam figuras nas paredes para atrair a caça e com o surgimento do fogo! (sim eu já ouvi isso... ¬¬')

A Wicca surgiu em 1951 foi fundada por Gerard Gardner, foi uma mistura que ele fez de algumas práticas como a Thelema, a Bruxaria antiga, e outras formas de magia.

Muitos bruxos mais tradicionalistas são contra o que ele fez até hoje, outros nem tanto.

Eu. Acho que graças a Deus ele fez isso, pois hoje a informação e a sabedoria antiga está ao acesso de quem quiser aprender, mas é claro que surgiram alguns empasses ai no meio, principalmente a parte que mistura de magias e informação, onde acontece de muitos bruxos sem um estudo mais aprofundado, saírem por ai dizendo o que bem entendem... e os outros acreditarem. Como a parte do "tempo das cavernas" citada ali em cima...

Mas tudo bem... não julgo ninguém, mas pra quem acha que os livros são mais seguros que a internet, já vi isso escrito em livro.

Pra quem diz: eu sou uma Wicca Negra, pode ter certeza que não sabe do que esta falando.

Falaremos mais tarde sobre a diferença de Magia Negra, Bruxaria e Wicca.


Blessed Be!

Sobre magia negra...

Você que está iniciando seu caminho agora dentro da magia deve estar se perguntando se a Wicca pratica magia negra ou não.

Se não está, deveria!

Porque uma das grandes qualidades de qualquer bruxo ou bruxa é: sempre questionar sobre tudo, sempre investigar e com sabedoria, dar seus primeiros passos por um caminho ao qual se sente seguro(a). Claro que muitas vezes caminhamos no escuro e então nesses casos só podemos contar com a nossa intuição, mas nunca caminhamos no escuro quando a coisa envolve prática mágica.

Assim como existem pessoas boas e pessoas ruins, existem espíritos bons e espíritos ruins. Existe um plano superior e um plano inferior.

A moral, o objetivo, de estarmos nesse mundo, é a evolução, evoluirmos nosso aprendizado em vida e consequentemente também em espírito.

Existe um plano acima do nosso, que pode se chamar de plano dos anjos, éden, paraíso, plano superior ou qualquer outra coisa que você quiser chamar, depois de nós, seres humanos passarmos por muitas vidas e chegarmos até um nível X de evolução, as portas são abertas pra que se avance para um nível superior, onde então existem diversas classes de espíritos hierarquias e classificações, não são somente os anjos que habitam esse mundo, mas sim seres evoluídos, seres de luz.

Consequentemente também existe o plano inferior, mais conhecido popularmente como submundo, inferno (para os cristãos) ou simplesmente plano inferior. Nesse mundo habitam seres de energia escura, sem luz, compostos por uma massa negra, densa, viscosa e muitas vezes nojenta.

Mas o que é a luz?

O que permite que nosso corpo tenha luz, a luz primordial é a alma, e quando digo alma me refiro aquela, que representa seu espírito e todas as vidas pelas quais você passou, representa sua sabedoria e seu aprendizado, que permitiu sua evolução, e ai podemos pensar em 100, 1000, 500000 e números “infinitos” de vidas pelas quais você pode ter passado.

Espíritos inferiores não possuem alma, consequentemente eles não tem a permissão e nem capacidade de reencarnar, de evoluir. Mas o que são esses seres e porque eles não tem essa permissão?

Aí temos uma gama de hierarquias também, eles podem ser seres humanos involuidos que acabaram indo parar lá por pactos com demônios ou podem ser larvas astrais, criadas por magistas estúpidos e sem experiência, ou podem também ser seres negros, magos negros que tem como único objetivo coletar um nível grande de almas para que isso lhes permita uma evolução sem muito esforço.


Como funciona a magia negra?


Muitos praticantes de magia negra acreditam que estão no total e pleno controle da situação, que sabem e conhecem o que estão fazendo, mas esses, nunca se perguntaram do porque que aqueles demônios, tão bons barganhadores e caridosos desejam nos ajudar, em troca de que?

A resposta é simples, eles querem o que temos de mais precioso, a alma, pra muitas pessoas materialistas a alma não é nada em troca de algumas moedinhas um carro novo ou algo parecido, e se você pensa também assim, então boa sorte, no fim vai acabar na sargeta sem absolutamente nada, se tiver sorte, do contrario se você não tiver vai terminar morrendo cedo e sendo jogado no plano inferior, onde então você vai acabar fadado a ficar por aí rastejando por um pedacinho de alma de alguém.
Pra entender melhor vamos a uma história básica:

Imagine que você tem um objetivo: construir um prédio.

Você tem algumas opções:

Opção A: Uma delas é você pagar com diamantes (alma) a um ser meio retardado mental (demônios), pra construir pra você, esse ser não sabe bem o que está fazendo, muitas vezes você vai ter que ir lá ensinar o dito cujo a preparar o cimento e coisa do tipo, porque ele só faz o que você manda, e não pensa muito pra isso.

O prédio vai ficar pronto, mas ele vai ser uma espécie de torre de pisa, torta pra uma lado, com péssima estrutura, fadado a desmoronar rapidamente, mas ele estará ali como você pediu, afinal o objetivo era só colocar o prédio de pé.

Os demônios por serem seres astrais, não possuírem um corpo físico, possuem mais facilidade em se mover nos campos e mundos astrais, com isso eles conseguem atrair pra você o que você pedir.

Sem falar que as pessoas tem a tendência a acreditar mais no que é proibido ( e nisso as religiões cristãs colaboraram muito) exige um grande esforço, é perigoso, complicado e envolve sangue, do que acreditar em si mesmos, na sua evolução pessoal como bruxo, ou numa magia, aparentemente simples mas muito poderosa.

Opção B:

Você pode evoluir como Bruxo, Wiccano, Budista, Espirita, católico, evangélico ou qualquer outra dessas religiões que você escolher.

Em vez de você pagar caro pra que construam um prédio, você mesmo pode construí-lo. Em vez de pagar com diamantes pra alguém fazer uma tarefa simples como buscar um copo de água pra você, você pode aprender a você mesmo, em espírito buscar, ou melhor, atrair o copo de água até você, ou fazer que venha tudo que você deseja flutuando (não literalmente) calmamente parar em seu colo.

Mas como fazer isso?

O ser humano ao ganhar um corpo acabou se tornando um ser muito materialista, separando a muito a ciência e a física da religião, o que fez com que ele desaprendesse a usar o espírito, a alma, o consciente, o inconsciente e tanta outras características maravilhosas que possuímos sendo somente espíritos sem corpos.

Um Bruxo aprende a como evoluir seu espírito e como atrair o que quer pra si através da magia e do respeito às leis que fazem os mundos girarem.


Opção C (sim, ainda tem uma terceira opção):

Quando você precisar de ajuda e não souber pra onde seguir, você pode pedir ajuda a um ser de luz, um ser superior, dentre esses temos: os mentores espirituais (do espiritismo), os anjos, arcanjos, mestres, etc...

Tem uma frase que eu escuto muito por ai, incluindo de bruxos desinformados e sem muita prática espiritual, de que anjos e demônios são todos da mesma laia. Que anjos são ainda piores do que os demônios e que não te ajudam em nada.

A questão é:

Um anjo não construirá jamais o prédio pra você, ele quer que você evolua, se ele construir você jamais evoluirá. Um anjo pode te ensinar a preparar o cimento, te guiar e mostrar onde conseguir o melhor tijolo, impedir que um tijolo caia sobre a tua cabeça, ele pode até colocar um tijolo no seu prédio, mas será somente pra te mostrar como se faz.

Se você pedir ajuda, com um motivo nobre, e a ajuda for realmente necessária, ele ajudará. Anjo não evita sofrimento, não impede que você chore, mas ele colocará a mão no seu ombro enquanto você estiver chorando, ou não, caso você não precise!

Mas se você chamar, de coração limpo, alma limpa e pedir uma ajuda sincera, eles sempre virão.

Mas se você quer a ajuda de um anjo porque andou chamando um demônio e não sabe como se livrar dele, a culpa é sua, você que chamou, agora livre-se dele!



As pessoas tem a tendência de associar Bruxaria a uma figura negativa, geralmente de uma velha nariguda, muito feia e má, ou de pessoas terríveis poderosas que estão preocupadas somente em fazer o mal aos outros.

Infelismente, essa visão foi inserida na nossa sociedade devido a expansão da igreja católica em uma época que antecede a inquisição.

Nessa época, a intenção da igreja era acumular riquezas, e riquezas se consegue com a aquisição de novos fiéis, simples assim!


O catolicismo surgiu em Roma (daí o nome: Igreja Católica Apostólica Romana) em uma cidade chamada Palestina, anteriormente os romanos tinham uma religião politeísta dividida entre doméstica e oficial.

Na doméstica, as famílias consideravam seus antepassados protetores e os cultuavam. Todas as casas possuíam um altar onde eram realizados os cultos.

Os romanos cultuavam diversas divindades herdadas dos gregos como Júpiter, Vênus, Diana, Baco, Minerva, Netuno e outros.

Inicialmente, o cristianismo foi muito perseguido pelo Estado romano. Mas, após sua oficialização por Teodósio, constituiu-se como a religião universal e a mais importante do Ocidente.
A partir daí vocês ja podem imaginar o que aconteceu...

Conquistando fiéis, donativos, terras eles foram expandindo os seus dominios de fé.

Por onde passavam existiam Deuses que eram cultuados, e como dizer que o Deus católico era melhor do que o Deus dos habitantes da região?

Aí inventaram o diabo, se vocês prestarem bem atenção, a igreja criou uma figura que era a junção de muitos deuses existentes, como os chifres do Deus Pan, de Alguns outros Deuses nórdicos, cauda como o deus egípcio Seth, e por aí vai...



Cada lugar que passavam acrescentavam algo negativo no Deus que ali era cultuado e transformavam ele no Diabo.

Mas você deve estar se perguntando...o que eles ganharam com isso?

Simples... dinheiro, muito dinheiro, terras, impostos, etc.

O problema apareceu quando eles se depararam com as Bruxas.

Não tinha como destruir a fé que o povo tinha nelas, porque quando o povo ficava doente, as bruxas curavam com alguma poção, a fé das bruxas em seus Deuses e na natureza era sincera, e o Deus era um Deus que estava ali bem próximo delas.

Então foram inventadas atrocidades, porque tudo que o povo desconhece ele teme, e como os mistérios e a sabedoria antiga não era revelada a qualquer um, bastava dizer que elas e eles acometiam as maiores perversidades, ser bem convincente e pronto.

Mas isso também não funcionava, então começaram a matar, e com isso descobriram que era uma boa forma de se conseguir dinheiro e terras (isso ja é teoria minha), imaginem só, se uma família tem terras, você acusa a família toda de bruxaria, eles são mortos, pra onde vai a terra? vai pra igreja! e terra naquela epoca era dinheiro, bastante dinheiro.

Tem estudos históricos que comprovam que muitos inocentes foram mortos acusados de bruxaria, e isso todo mundo sabe, até mais inocentes do que bruxos de verdade.

Pra nossa sorte, a magia sobreviveu, e hoje as ervas que antigamente as bruxas utilizavam em poções, são usadas em medicamentos e cada vez mais se comprova a sabedoria milenar realmente tinha fundamento e funcionava muito bem.

Inclusive existiu um elixir usado por ladrões durante a peste bubûnica na europa, após a inquisição, que impedia que esses ladrões se contaminassem com a peste bubônica, que adivinham? era uma composição de ervas mágicas que havia sido fornecida por uma bruxa.

Em uma outra postagem eu publico a receita desse elixir.
Eis a receita: Vinagre dos 4 ladrões

Espero que tenham gostado... comentem!

Praticanto e Ensinando Magia...

Não é suficiente dizer que você é um "bruxo, bruxa ou magista" para praticar magia.

Você deve também viver como um.

Não procure desculpas para se esconder através de seus medos.

Aceite a responsabilidade para suas falhas e para seus sucessos.

Comemore as fases da lua e da mudança das estações.

Não assim, porque é parte de um calendário RITUAL , mas porque estes atos mantêm a integração da natureza e do espírito. Não só o espírito dos DEUSES , mas os espíritos de todas as entidades no universo, que são iguais.

Toda a vida é sagrada; todos os atos são RITUAIS .

Suas ações devem refletir sua própria divindade a todos os seres.
A responsabilidade para o ambiente e com os habitantes da TERRA deve ser evidente nas atividades de sua vida diária.
Não utilize há mais da TERRA do que você necessita para viver.

Nós somos meros visitantes aqui; a TERRA é eterna.

A riqueza e a fama não são ingredientes necessários por uma vida mágica.

Saiba que a alegria da vida é um presente.

O poder é um presente sagrado e deve ser usado sabiamente com humildade.

O orgulho causará finalmente a falha.

E o poder nunca deve ser usado para provar sua habilidade ou como forma de competição. Deve ser usado para criar a FELICIDADE , não tristeza.

Esteja certo de suas intenções ao executar todo o ato.

A Magia não é boa nem má positiva nem negativa.

As intenções é que determinam o trajeto em seu resultado.

O ato feito com honra é aceitar a responsabilidade para suas ações.

Muito prazeroso é proteger o que se ama, mas esteja disposto aceitar também as conseqüências de suas ações.

As palavras são sagradas, use-as sabiamente.

Aprenda compreender os outros.

O conhecimento é a fundação do ofício.

Nunca acredite que você sabe bastante

Ensine aqueles que desejam verdadeiramente aprender, mas fique sempre atento para que você não ensine aqueles que desejam somente te servir ou prejudicar outros.

Ensine o ofício com orgulho, mas não para realçar seu próprio orgulho.

Reconheça que mesmo os iniciantes, em seus estudos, podem lhe oferecer lições que você necessita.

Viva sua vida de maneira que esteja acima da reprimenda por parte do resto do mundo.
Fazendo assim, você trará a honra a todos da comunidade.

Não se sinta envolvido nos sentimentos do ódio e da raiva expressados por outro.
Possa olhar em um espelho verdadeiramente sem medo.

Fonte:
• http://www.oldreligion.com.br/novo/colunistas/colunas/index.asp?Qs_idColuna=109
Ayesha Tamarix (Tamaris Fontanella) www.webgtp.com